Carnaval do Social em Tailândia

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Carnaval do Social em Tailândia

Uma estimativa criada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) aponta que este será o primeiro ano desde 2015 com aumento da receita gerada no feriado do Carnaval.  A previsão para 2018 é de R$ 6,25 bilhões em todo o Brasil.

Para início de conversa, com a crise econômica e o desemprego, muita gente deve trabalhar durante os dias de festa do Carnaval no setor formal e informal em Tailândia, nordeste do Pará.

Na geração de renda, a confecção de abadas para os blocos carnavalescos de Tailândia tem feito a Fábrica de Confecções do município funcionar a toda a velocidade, bem como os depósitos de bebidas, geleiras, enfim, os que esse ano investiram no setor. “Espero que esse ano nos surpreenda mais ainda do ponto de vista dos pedidos que já passaram o dobro do ano passado”, declara um empresário do ramo.

A Prefeitura de Tailândia oficialmente cadastrou 130 ambulantes para vendas no corredor da folia, na Praça do Povo. “Vou vender bebidas e comidas durante o carnaval, espero vender bastante para poder pagar algumas contas, O que dé para nós é lucro”, constata Maria Rita, que aposta no sucesso do carnaval de Tailândia.

Mesmo com o cadastro oficial dos ambulantes, muitos outros se instalaram aos redores da Praça do Povo, confirmando que o Carnaval deve ter como foco o social, dando espaço para a economia informal do município.

Atualmente o Carnaval de Tailândia é o segundo mais falado na região nordeste do Pará, somente o de Abaetetuba é mais prestigiado. “Isso é bom para o nosso município e queremos mais e mais que o nosso Povo tenha o nosso carnaval como uma fonte de oportunidades de gerar uma renda digna par as suas famílias”, deseja o prefeito Macarrão.

A História do Carnaval de Tailândia

Foi somente com a criação da Liga do Blocos de Tailândia (LibTai), em 2012, que o carnaval começou a ser organizado para unir os blocos, dar credibilidade ao carnaval e fomentar a cultura carnavalesca, transformando esse em um entretenimento mais seguro.

”No início eram apenas cinco blocos grandes. Eram o “Taz Maluco”, “Chique e Famosos”, o “Bataclan”, “Skoltados” e “Os Fanáticos”, foram seis anos de muitas lutas e se não fosse na época o comércio, que investiu na ideia da tradição do carnaval, muita coisa não tinha sido feita. E sem dúvida, hoje o único gestor que deu apoio de fato ao Carnaval foi o prefeito Macarrão, pois ele percebeu o valor cultural e econômico do evento”, destaca Joana dos Santos, fundadora da LibTai.

Com altas e baixas, o carnaval de Tailândia ficou durante muito tempo tendo como cenário a Praça do Povo, em outros momentos se distanciou do Povo, sendo realizado no Texas, onde somente os participantes dos blocos teriam acesso.

Mas isso mudou muito. No ano passado (2017), o carnaval tomou proporções sociais, de acordo com a formatação pedida pelo prefeito Macarrão à Secretaria de Cultura, para que o carnaval fosse uma festa do povão. E deu certo. No Arrastão da Folia foram mais de 8 mil pessoas nas ruas e na PA-150.

Em 2018, somente na madrugada do dia 13 de fevereiro, mas de 12 mil pessoas homenageavam na PA-150 a festa do Rei Momo, enquanto que na Praça do Povo o comércio informal vendia bastante.

Assim podemos afirmar que com o carnaval quem ganha é a economia, o social, a alegria e o Povo de Tailândia.

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